Caro Edmilson,
Penso que esta é a discussão pertinente sobre a política de distribuição de vagas para concursos nas Universidades. A disciplina pode eternizar feudos corporativos e escamotear competências. Além disso,contribui com a fragmentação e não enxerga a dimensão mais geral da UFRN. Por isso, tenho sido um defensor de uma Reforma do Pensamento.Não basta que mudemos a estrutura física. Uma mudança de cognição também se faz necessária.
Abs,
Alex Galeno
sábado, 5 de dezembro de 2009
A oposição patina, Dilma surfa
O DEM está indo para o brejo, e quem o guia para o indesejado lugar é o Governador Arruda, do DF. Mas o PSDB não sai incólume, já que o seu presidente regional no DF está no meio furacão. Enquanto isso, Dilma e os petistas olham tudo de camarote... e agradecem aos céus o presente que lhes caiu no colo.
Oposição burila discurso de Dilma
Alon Feuerwerker
Com suas reações tíbias e desencontradas na crise, o Democratas e o PSDB ajudam Dilma Rousseff a, finalmente, encontrar uma janela para deixar de ser só a “candidata de Lula”
Qual é a situação ideal para um político? É a que transforma seus defeitos em qualidades e potencializa ainda mais os vetores positivos do personagem. É bom para o candidato quando ele se encaixa naturalmente na cena. Bom para ele e seus marqueteiros. O marketing eleitoral, como qualquer outro, só aparentemente vende produtos. Ele vende necessidades. E o leitor há de convir que é bem mais fácil ganhar a vida vendendo picolé nas praias do Caribe do que nas do Alasca.
A crise desencadeada a partir das acusações contra o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), ainda está em desenvolvimento, mas alguns efeitos dela já são claros. Agudizou-se uma demanda crônica e difusa por providências saneadoras na administração pública. A análise apressada do quadro faria concluir que o assunto não será importante numa eleição marcada, como se dizia na Guerra Fria, pelo “equilíbrio do terror”: se cada um tem os seus próprios problemas, melhor deixar quieto.
Estaria perfeito, não fosse por um detalhe: quem raciocina assim esquece que existe o eleitor. A violência semiótica desta crise fará o dito cujo deixar para lá, mais ainda, a busca do “partido puro”, formado pelas “pessoas melhores do que as outras”. Esse mito foi mortalmente ferido na crise petista de 2005-06 e será enterrado sem honras daqui até a eleição presidencial, com o féretro coberto pela bandeira brasiliense, ladeada pela gaúcha e pela paraibana.
A exposição brutal dos costumes políticos cria uma demanda. Não pelo partido “portador da verdade”, coisa que o eleitor já concluiu não existir, mas pelo líder firme, até certo ponto autoritário, que seja capaz de enfrentar o sistema. Sem porralouquice, mas com método e obcecada tenacidade. Alguém que domine os políticos e não se deixe dominar por eles. Alguém que saiba “onde estão as sacanagens”. Que seja vivo o suficiente para não ser derrubado. Mas que não vacile na hora de mandar gente para a guilhotina.
A política é mesmo fascinante. E não é que a crise começa a abrir espaço para um certo “anti-Lula”? Desde que, é claro, preservem-se as melhores qualidades do presidente, como a preocupação genuína com os pobres. Mas desde que também se superem as circunstâncias nas quais o “filho do Brasil” (o verdadeiro, não o da ficção babosa) se enredou, a ponto de perder a sensibilidade, que era sua melhor característica. Ninguém passa incólume pelo poder.
Tudo isso seria espetacular para a oposição, debruçada sobre a tarefa hercúlea de achar uma brecha no discurso da continuidade. Qual é o problema então? Infelizmente para o PSDB e o Democratas, quem por enquanto melhor se encaixa no figurino é a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Verdade que ela própria precisa percorrer a curva de aprendizado, vide sua intervenção tosca quando precisou dar a cara a tapa por José Sarney. Não será difícil para Dilma, porém, construir a narrativa de que precisa fazer concessões agora, mas que no governo, com a caneta na mão, vai ser finalmente ela mesma. Assim como Luiz Inácio Lula da Silva é ele mesmo, um conciliador. Interessante. Qual é talvez o grande desafio da ministra nesta eleição? Fazer crer que não vai ser só um fantoche de Lula, que não irá governar, nem comer, pela mão dos outros. Mas não basta dizer. É preciso construir a verossimilhança. E isso só é possível quando o perfil do candidato se encaixa naturalmente no cenário. É o caso agora.O governo do PT reclama da oposição, mas ele tem, de longe, a melhor oposição que um governo poderia desejar. Com suas reações tíbias e desencontradas na crise cujo epicentro é o DF, o Democratas e o PSDB ajudam Dilma Rousseff a, finalmente, encontrar uma janela para deixar de ser só a “candidata de Lula” e se mostrar ao país como a mulher antipática, dura com os políticos e empresários, irascível e sem jogo de cintura, a presidente de que o Brasil tanto precisa.
E com a vantagem de não ser uma petista “de raiz”, de ser uma cristã nova no PT. Ou seja, tudo de bom.
Coluna (Nas entrelinhas) publicada hoje no Correio Braziliense.
Oposição burila discurso de Dilma
Alon Feuerwerker
Com suas reações tíbias e desencontradas na crise, o Democratas e o PSDB ajudam Dilma Rousseff a, finalmente, encontrar uma janela para deixar de ser só a “candidata de Lula”
Qual é a situação ideal para um político? É a que transforma seus defeitos em qualidades e potencializa ainda mais os vetores positivos do personagem. É bom para o candidato quando ele se encaixa naturalmente na cena. Bom para ele e seus marqueteiros. O marketing eleitoral, como qualquer outro, só aparentemente vende produtos. Ele vende necessidades. E o leitor há de convir que é bem mais fácil ganhar a vida vendendo picolé nas praias do Caribe do que nas do Alasca.
A crise desencadeada a partir das acusações contra o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), ainda está em desenvolvimento, mas alguns efeitos dela já são claros. Agudizou-se uma demanda crônica e difusa por providências saneadoras na administração pública. A análise apressada do quadro faria concluir que o assunto não será importante numa eleição marcada, como se dizia na Guerra Fria, pelo “equilíbrio do terror”: se cada um tem os seus próprios problemas, melhor deixar quieto.
Estaria perfeito, não fosse por um detalhe: quem raciocina assim esquece que existe o eleitor. A violência semiótica desta crise fará o dito cujo deixar para lá, mais ainda, a busca do “partido puro”, formado pelas “pessoas melhores do que as outras”. Esse mito foi mortalmente ferido na crise petista de 2005-06 e será enterrado sem honras daqui até a eleição presidencial, com o féretro coberto pela bandeira brasiliense, ladeada pela gaúcha e pela paraibana.
A exposição brutal dos costumes políticos cria uma demanda. Não pelo partido “portador da verdade”, coisa que o eleitor já concluiu não existir, mas pelo líder firme, até certo ponto autoritário, que seja capaz de enfrentar o sistema. Sem porralouquice, mas com método e obcecada tenacidade. Alguém que domine os políticos e não se deixe dominar por eles. Alguém que saiba “onde estão as sacanagens”. Que seja vivo o suficiente para não ser derrubado. Mas que não vacile na hora de mandar gente para a guilhotina.
A política é mesmo fascinante. E não é que a crise começa a abrir espaço para um certo “anti-Lula”? Desde que, é claro, preservem-se as melhores qualidades do presidente, como a preocupação genuína com os pobres. Mas desde que também se superem as circunstâncias nas quais o “filho do Brasil” (o verdadeiro, não o da ficção babosa) se enredou, a ponto de perder a sensibilidade, que era sua melhor característica. Ninguém passa incólume pelo poder.
Tudo isso seria espetacular para a oposição, debruçada sobre a tarefa hercúlea de achar uma brecha no discurso da continuidade. Qual é o problema então? Infelizmente para o PSDB e o Democratas, quem por enquanto melhor se encaixa no figurino é a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Verdade que ela própria precisa percorrer a curva de aprendizado, vide sua intervenção tosca quando precisou dar a cara a tapa por José Sarney. Não será difícil para Dilma, porém, construir a narrativa de que precisa fazer concessões agora, mas que no governo, com a caneta na mão, vai ser finalmente ela mesma. Assim como Luiz Inácio Lula da Silva é ele mesmo, um conciliador. Interessante. Qual é talvez o grande desafio da ministra nesta eleição? Fazer crer que não vai ser só um fantoche de Lula, que não irá governar, nem comer, pela mão dos outros. Mas não basta dizer. É preciso construir a verossimilhança. E isso só é possível quando o perfil do candidato se encaixa naturalmente no cenário. É o caso agora.O governo do PT reclama da oposição, mas ele tem, de longe, a melhor oposição que um governo poderia desejar. Com suas reações tíbias e desencontradas na crise cujo epicentro é o DF, o Democratas e o PSDB ajudam Dilma Rousseff a, finalmente, encontrar uma janela para deixar de ser só a “candidata de Lula” e se mostrar ao país como a mulher antipática, dura com os políticos e empresários, irascível e sem jogo de cintura, a presidente de que o Brasil tanto precisa.
E com a vantagem de não ser uma petista “de raiz”, de ser uma cristã nova no PT. Ou seja, tudo de bom.
Coluna (Nas entrelinhas) publicada hoje no Correio Braziliense.
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A oposição em seu labirinto
DEM e PSDB passaram os últimos anos assumindo confortáveis papéis de campeões da moralidade pública. Os deslizes e desastres de petistas e aliados forneciam elementos para cruzadas morais. Mas, antes do que se esperava, as vestais começaram o strip-tease em praça pública. Com enredo cinematográfico, o DEM, do Governandor José Roberto Arruda, se liquefaz com rapidez. E ameaça envolver o PSDB em sua descida ao inferno. Para continuar no tema, aproveite e leia, mais abaixo, trechos da coluna de hoje do jornalista Fernando Rodrigues, da Folha.
FERNANDO RODRIGUES
A pior semana da oposição
BRASÍLIA - Acaba hoje talvez a pior semana para a oposição num ano que já havia sido péssimo para a trinca PSDB-DEM-PPS. Nem o petista mais otimista poderia imaginar um presente de Natal antecipado e assim tão completo.
As três principais siglas anti-Lula foram chamuscadas ao mesmo tempo. O mensalão do DEM quase derrubou o único governador da sigla, José Roberto Arruda, em Brasília. O Supremo Tribunal Federal abriu ação para apurar o mensalão do PSDB, no qual o ex-presidente nacional da sigla Eduardo Azeredo é acusado de ser um dos mandantes. E o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, foi citado como beneficiário de propinas do panetonegate candango. Todos, por óbvio, negam ser culpados.
(...)
Para o PT, é uma benção manter os peemedebistas acuados. Há uma redução natural na voracidade atávica por cargos e verbas em troca do apoio a Dilma Rousseff em 2010.
Mesmo antes dos fatos devastadores recentes, as coisas já não estavam bem na seara da oposição. No final do ano passado, a Justiça Eleitoral havia cassado o então governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB). Há alguns meses, a governadora tucana do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, sofreu uma ameaça de impeachment.
(...)
O impacto de toda essa desgraça em 2010 ainda é incerto para tucanos e "demos". Mas, certamente, bom o efeito não deve ser.
frodriguesbsb@uol.com.br
ASSINANTE UOL LÊ O TEXTO COMPLETO AQUI,
FERNANDO RODRIGUES
A pior semana da oposição
BRASÍLIA - Acaba hoje talvez a pior semana para a oposição num ano que já havia sido péssimo para a trinca PSDB-DEM-PPS. Nem o petista mais otimista poderia imaginar um presente de Natal antecipado e assim tão completo.
As três principais siglas anti-Lula foram chamuscadas ao mesmo tempo. O mensalão do DEM quase derrubou o único governador da sigla, José Roberto Arruda, em Brasília. O Supremo Tribunal Federal abriu ação para apurar o mensalão do PSDB, no qual o ex-presidente nacional da sigla Eduardo Azeredo é acusado de ser um dos mandantes. E o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, foi citado como beneficiário de propinas do panetonegate candango. Todos, por óbvio, negam ser culpados.
(...)
Para o PT, é uma benção manter os peemedebistas acuados. Há uma redução natural na voracidade atávica por cargos e verbas em troca do apoio a Dilma Rousseff em 2010.
Mesmo antes dos fatos devastadores recentes, as coisas já não estavam bem na seara da oposição. No final do ano passado, a Justiça Eleitoral havia cassado o então governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB). Há alguns meses, a governadora tucana do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, sofreu uma ameaça de impeachment.
(...)
O impacto de toda essa desgraça em 2010 ainda é incerto para tucanos e "demos". Mas, certamente, bom o efeito não deve ser.
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Geografia empresarial em mutação
Notícia publicada hoje no jornal Folha de São Paulo informa-nos da aquisição da Casas Bahia pelo Grupo Pão de Açúcar. Trata-se de uma transação com grandes impactos na configuração do capitalismo no país. Confira abaixo trechos da matéria.
GIGANTE DO VAREJO
Grupo Pão de Açúcar adquire o controle da Casas Bahia
União dos dois gigantes do varejo cria o maior empregador privado do paísConcorrentes temem concentração em eletrônicos, principalmente em SP; para Diniz, todos saem ganhando com negócio.
MARIANA BARBOSADA REPORTAGEM LOCAL
O Pão de Açúcar adquiriu ontem o controle da Casas Bahia, em uma transação que não envolveu desembolso de dinheiro. A operação, que depende de aprovação dos órgãos de defesa da concorrência, transforma o grupo na quinta maior empresa do país em faturamento bruto, com R$ 40 bilhões. Perde apenas para Petrobras, Vale, Gerdau e AmBev.
(...)
Ele reforça a atuação do grupo Pão de Açúcar no segmento de bens duráveis (móveis, eletrônicos e linha branca) e amplia sua presença junto ao consumidor de baixa renda. Com a forte presença da Casas Bahia em São Paulo, concorrentes temem que a concentração em eletrônicos possa chegar a 70% no Estado."Essa é uma operação em que todos ganham", declarou o presidente do Conselho de Administração do Pão de Açúcar, Abilio Diniz. "Somos originários de alimentação, estamos crescendo em não alimentos. A Casas Bahia é uma grande oportunidade para nós, e essa é também uma grande oportunidade para eles", afirmou.
(...)
Para ficar com o controle (51%) da nova empresa, o Pão de Açúcar entrou com a rede Ponto Frio, avaliada na operação em R$ 1,23 bilhão, e com a rede Extra Eletro, avaliada em R$ 120 milhões.A Casas Bahia entrou com ativos e passivos operacionais, incluindo 25% da fábrica de móveis Bartira e uma dívida líquida de curto prazo no valor de R$ 950 milhões. Já contabilizada a dívida, a parte da Casas Bahia (49%) foi avaliada em R$ 1,290 bilhão. A nova empresa nasce avaliada em R$ 2,6 bilhões. Não entraram na operação, permanecendo com a família Klein, a propriedade dos imóveis (lojas) e dos centros de distribuição, 75% da Bartira e mais quase R$ 1 bilhão em créditos recebíveis.
A família Klein vai receber pelos aluguéis das 513 lojas por um prazo de dez anos prorrogável por mais dez (que renderão R$ 130 milhões/ano) e também ficou com um contrato de fornecimento de móveis por três anos, uma conta de R$ 18 milhões/ano. A conclusão da operação deve levar seis meses. A Globex é listada na Bovespa, mas só 4,5% de seu capital é negociado em pregão; destes, cerca de 70% pertencem à Fundação Pão de Açúcar. A empresa fez uma oferta de aquisição dessas ações para poder estruturar a operação. A empresa continuará listada na Bovespa.A expectativa é que faça uma oferta pública de ações, que não deve acontecer antes de 2011.Iniciativa de DinizAs conversas duraram menos de três meses e começaram por iniciativa de Diniz. "Eu liguei para o Michael [Klein] e fiz a proposta", afirmou.
(...)
Segundo Diniz, a integração da Casas Bahia deve seguir o exemplo da incorporação da rede de atacado e varejo Assai, adquirida pelo Pão de Açúcar há dois anos. O fundador do Assai, Rodolfo Nagai, permaneceu um ano e meio na gestão.Michael Klein ficará na presidência do Conselho de Administração da nova empresa, e seu filho Raphael Klein será o presidente-executivo, com mandato de dois anos.O Conselho de Administração terá nove integrantes, cinco indicados pelo Pão de Açúcar e quatro pela Casas Bahia. Pelo acordo, os donos da Casas Bahia não poderão se desfazer das ações pelo prazo de 12 meses. A partir desse prazo, eles poderão vender parte das ações progressivamente, chegando a 100% a partir do sexto ano. Já o Grupo Pão de Açúcar pode vender ações a partir do terceiro ano.
Com PAULO ARAÚJO , colaboração para a Folha.
Assinante Uol lê a matéria completa aqui.
GIGANTE DO VAREJO
Grupo Pão de Açúcar adquire o controle da Casas Bahia
União dos dois gigantes do varejo cria o maior empregador privado do paísConcorrentes temem concentração em eletrônicos, principalmente em SP; para Diniz, todos saem ganhando com negócio.
MARIANA BARBOSADA REPORTAGEM LOCAL
O Pão de Açúcar adquiriu ontem o controle da Casas Bahia, em uma transação que não envolveu desembolso de dinheiro. A operação, que depende de aprovação dos órgãos de defesa da concorrência, transforma o grupo na quinta maior empresa do país em faturamento bruto, com R$ 40 bilhões. Perde apenas para Petrobras, Vale, Gerdau e AmBev.
(...)
Ele reforça a atuação do grupo Pão de Açúcar no segmento de bens duráveis (móveis, eletrônicos e linha branca) e amplia sua presença junto ao consumidor de baixa renda. Com a forte presença da Casas Bahia em São Paulo, concorrentes temem que a concentração em eletrônicos possa chegar a 70% no Estado."Essa é uma operação em que todos ganham", declarou o presidente do Conselho de Administração do Pão de Açúcar, Abilio Diniz. "Somos originários de alimentação, estamos crescendo em não alimentos. A Casas Bahia é uma grande oportunidade para nós, e essa é também uma grande oportunidade para eles", afirmou.
(...)
Para ficar com o controle (51%) da nova empresa, o Pão de Açúcar entrou com a rede Ponto Frio, avaliada na operação em R$ 1,23 bilhão, e com a rede Extra Eletro, avaliada em R$ 120 milhões.A Casas Bahia entrou com ativos e passivos operacionais, incluindo 25% da fábrica de móveis Bartira e uma dívida líquida de curto prazo no valor de R$ 950 milhões. Já contabilizada a dívida, a parte da Casas Bahia (49%) foi avaliada em R$ 1,290 bilhão. A nova empresa nasce avaliada em R$ 2,6 bilhões. Não entraram na operação, permanecendo com a família Klein, a propriedade dos imóveis (lojas) e dos centros de distribuição, 75% da Bartira e mais quase R$ 1 bilhão em créditos recebíveis.
A família Klein vai receber pelos aluguéis das 513 lojas por um prazo de dez anos prorrogável por mais dez (que renderão R$ 130 milhões/ano) e também ficou com um contrato de fornecimento de móveis por três anos, uma conta de R$ 18 milhões/ano. A conclusão da operação deve levar seis meses. A Globex é listada na Bovespa, mas só 4,5% de seu capital é negociado em pregão; destes, cerca de 70% pertencem à Fundação Pão de Açúcar. A empresa fez uma oferta de aquisição dessas ações para poder estruturar a operação. A empresa continuará listada na Bovespa.A expectativa é que faça uma oferta pública de ações, que não deve acontecer antes de 2011.Iniciativa de DinizAs conversas duraram menos de três meses e começaram por iniciativa de Diniz. "Eu liguei para o Michael [Klein] e fiz a proposta", afirmou.
(...)
Segundo Diniz, a integração da Casas Bahia deve seguir o exemplo da incorporação da rede de atacado e varejo Assai, adquirida pelo Pão de Açúcar há dois anos. O fundador do Assai, Rodolfo Nagai, permaneceu um ano e meio na gestão.Michael Klein ficará na presidência do Conselho de Administração da nova empresa, e seu filho Raphael Klein será o presidente-executivo, com mandato de dois anos.O Conselho de Administração terá nove integrantes, cinco indicados pelo Pão de Açúcar e quatro pela Casas Bahia. Pelo acordo, os donos da Casas Bahia não poderão se desfazer das ações pelo prazo de 12 meses. A partir desse prazo, eles poderão vender parte das ações progressivamente, chegando a 100% a partir do sexto ano. Já o Grupo Pão de Açúcar pode vender ações a partir do terceiro ano.
Com PAULO ARAÚJO , colaboração para a Folha.
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Sexta-feira fora do ar...
Um dia sem blogar. Não, não estive no Carnatal (nada contra e, para ser sincero, nem a favor...). Ministrei aula pela manhã e participei, como membro externo de banca, de um processo seletivo para a pós-graduação em educação da UFRN.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Não deixe de ler
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