Mostrando postagens com marcador Escolha Racional. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Escolha Racional. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A popularidade de Lula e a escolha racional

Veja, abaixo, a análise de Alon Feuerwerker sobre o crescimento da popularidade de Lula.
Escolha racional no bunker (04/02)

Há certa estupefação diante da (cada vez mais) alta popularidade de Luiz Inácio Lula da Silva, dado que a curva ascendente coincide com a economia descendo ladeira abaixo. Uma explicação possível é que as pessoas ainda não têm a percepção da nova realidade. Eu prefiro outro caminho de análise. Lula está crescendo na crise porque quem se opõe a Lula não consegue responder a duas perguntas. O que o governo deveria fazer e não está fazendo? O que o governo deixou de fazer e deveria ter sido feito? Há os juros estratosféricos (do Banco Central para os bancos e destes para o tomador), mas a oposição não parece ter mais apetite para enfrentar o problema do que o governo. O ato de escolher um líder tem sempre a ver com a avaliação de seus atributos de liderança -e da adequação desses atributos aos desafios colocados. Imaginem um grupo de pessoas encerradas num bunker, enquanto suas casas são demolidas por bombardeios aéreos. E imaginem que o grupo não coloca em seu líder a culpa pelo bombardeio. A situação objetiva está piorando, já que eles estão perdendo suas casas. Mas isso não se reflete no prestígio do líder, já que ele, pelo menos, providenciou o bunker. Alguém vai morrer? É possível. Pode haver feridos? Sim. Mas se o líder tiver feito tudo que as pessoas acham necessário para enfrentar o problema é improvável que o grupo queira trocá-lo.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Sobre a teoria da escolha racional

Não é raro, nos ambientes das ciências sociais brasileiras, você ouvir alguém espinafrando a TER (Teoria da Escolha Racional). Também não é raro que essa, digamos, oposição seja alicerçado em interpretações distorcidas e em pressupostos políticos e ideológicos. Não precisa ser assim sempre, não é? Então, que tal ler uma apreciação um cadinho distanciada da TER no início dos anos noventa? Coloco aqui um artigo com uma visão panorâmica da combatida teoria. O texto é de autoria de Javier Cristiano, professor da Universidade de Córdoba (Argentina), e foi publicado na Revista Espanola de Investigaciones Sociológicas.