Trancrevo abaixo matéria de hoje publicada na Folha Online.
Aprovação do governo Lula aumenta e bate novo recorde, aponta CNT/Sensus
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou em dezembro deste ano a melhor avaliação positiva na história da pesquisa CNT/Sensus, que começou a ser divulgada em 1998. Segundo o levantamento, o governo do petista recebeu avaliação positiva de 71,1% dos entrevistados, contra 6,4% que avaliam negativamente o governo. Entre os entrevistados, 21,6% avaliaram o governo Lula como regular.
A avaliação pessoal do presidente Lula também obteve o a segunda melhor avaliação histórica da pesquisa, subindo de 77,7% em setembro para 80,3% em dezembro. Somente 15,2% dos entrevistados desaprovaram o presidente, enquanto 4,6% não responderam.
Os índices de popularidade de Lula só perderam para as avaliações de sua popularidade registradas em janeiro de 2003 --o ano em que foi empossado no cargo-- quando obteve 83,6% de aprovação.
O diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, disse que a popularidade recorde do governo Lula é conseqüência do discurso adotado pelo presidente para tranqüilizar a população em meio à crise econômica.
"Em verdade, o país ainda colhe os resultados econômicos do último trimestre. O país começa a se sentir atingido pela crise financeira e começa a demonstrar preocupações em relação a isto. Junto com isso, o discurso forte do Lula em termos do preparo do país para a crise faz com que o eleitor lhe dê um voto de crédito", disse.
Guedes disse que, embora a avaliação de índices econômicos tenha caído, a imagem de Lula se mantém distante da crise. "Ao mesmo tempo que há avaliação mais negativa de indicadores sócio-econômicos e expectativa em relação a esses indicadores, a popularidade de Lula sobe e a aprovação pessoal também", afirmou.
Na última edição da pesquisa CNT/Sensus, em setembro deste ano, a avaliação positiva do governo era de 68,8% --um crescimento de três pontos percentuais. Desde fevereiro deste ano, o governo Lula vem obtendo recordes sucessivos de popularidade a cada edição da pesquisa.
Em janeiro de 2003, a avaliação do governo chegou a 56,6%, depois registrou queda. Mas voltou a crescer desde o início deste ano, já em seu segundo mandato.
A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 8 e 12 de dezembro, em 136 municípios de 24 Estados. Foram ouvidas 2.000 pessoas, e a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou menos.
Avaliação
A pesquisa ainda mostra que o governo Lula atendeu às expectativas de 42,9% dos entrevistados, enquanto outros 35,6% avaliam que superou as expectativas dos brasileiros.
Somente 18,4% dos entrevistados acreditam que o governo Lula ficou, até agora, abaixo das expectativas da população, e outros 3,1% não responderam.
A maioria dos entrevistados (41,1%) também avalia que Lula está com mais disposição em seu segundo mandato, enquanto 40,3% acham sua disposição similar. Outros 15,4% acreditam que Lula tem menos disposição nos últimos anos do seu governo.
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Lula na crista da onda.
Leia, abaixo, trechos do artigo de hoje de Fernando de Barros e Silva, colunista da Folha.
FERNANDO DE BARROS E SILVA
Só dá Lula
SÃO PAULO - A menos de um mês das eleições, o que até agora as campanhas municipais mais evidenciam é a popularidade de Lula, que alcança patamar espantoso mesmo em São Paulo, cidade que sempre lhe foi hostil e na qual em 2006, para ficar só no passado recente, foi derrotado por Alckmin (54,4% a 45,6%), apesar da vitória acachapante em âmbito nacional (de 22 pontos). Pois Lula tem agora 52% de aprovação na capital, contra 42% de José Serra, diz o Datafolha.
Tome-se o país afora. Os candidatos a prefeito da base governista lideram em 20 das 26 capitais. A se confirmar a tendência nas urnas, muito do êxito terá de ser creditado às faíscas reluzentes do lulismo. (...)
A eleição ilumina um fenômeno que a ultrapassa. A vida de muita gente melhorou, é fato. A mitigação da miséria obtida com os programas de transferência de renda e a elevação do consumo na faixa social que a propaganda oficial se apressa em chamar de "nova classe média" são o pau que sustenta a lona do circo onde se anuncia o céu estrelado. Os ricos também nunca ganharam tanto. A fera barbada de 89 se transformou no domador do espetáculo.
Para além da economia, que explica muita coisa, Lula é hoje um fator de pacificação social. Alguém diria que é capaz de tirar as meias sem tirar os sapatos. Descomprimiu um imenso passivo de iniqüidades sem mexer com os poderosos. Pelo contrário, faz um governo concessivo, que se serve sem pudor das forças do atraso e conduz seu barco nas águas do conservadorismo.
Lula é nosso esperanto social, a encarnação do "&" que conecta e separa Casa Grande e Senzala. Ele é a expressão máxima da democracia brasileira. E talvez de seus limites. (...)
Assinante UOL lê o artigo completo aqui.
FERNANDO DE BARROS E SILVA
Só dá Lula
SÃO PAULO - A menos de um mês das eleições, o que até agora as campanhas municipais mais evidenciam é a popularidade de Lula, que alcança patamar espantoso mesmo em São Paulo, cidade que sempre lhe foi hostil e na qual em 2006, para ficar só no passado recente, foi derrotado por Alckmin (54,4% a 45,6%), apesar da vitória acachapante em âmbito nacional (de 22 pontos). Pois Lula tem agora 52% de aprovação na capital, contra 42% de José Serra, diz o Datafolha.
Tome-se o país afora. Os candidatos a prefeito da base governista lideram em 20 das 26 capitais. A se confirmar a tendência nas urnas, muito do êxito terá de ser creditado às faíscas reluzentes do lulismo. (...)
A eleição ilumina um fenômeno que a ultrapassa. A vida de muita gente melhorou, é fato. A mitigação da miséria obtida com os programas de transferência de renda e a elevação do consumo na faixa social que a propaganda oficial se apressa em chamar de "nova classe média" são o pau que sustenta a lona do circo onde se anuncia o céu estrelado. Os ricos também nunca ganharam tanto. A fera barbada de 89 se transformou no domador do espetáculo.
Para além da economia, que explica muita coisa, Lula é hoje um fator de pacificação social. Alguém diria que é capaz de tirar as meias sem tirar os sapatos. Descomprimiu um imenso passivo de iniqüidades sem mexer com os poderosos. Pelo contrário, faz um governo concessivo, que se serve sem pudor das forças do atraso e conduz seu barco nas águas do conservadorismo.
Lula é nosso esperanto social, a encarnação do "&" que conecta e separa Casa Grande e Senzala. Ele é a expressão máxima da democracia brasileira. E talvez de seus limites. (...)
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