Juro que não estou entendendo algumas coisas relacionadas aos concursos para professores. Como todos os docentes da UFRN, recebi um documento com o chamado "quadro de equivalentes". Está tudo apontado lá, direitinho e transparente como deve ser. Então, qual o problema? O problema reside na informação de que certos departamentos não terão concurso porque as suas possíveis vagas foram ocupadas com a mudança de regime de trabalho de 20 horas para DE (dedicação exclusiva) de alguns dos seus docentes.
E aí, pergunta-me você, tem algum problema? Tem, sim. Pelo pouco que eu sei alguns desses professores entraram na instituição há menos de um ano, contratados através de concursos públicos para uma carga horária de 20 horas. Agora, mudam para um outro regime de trabalho...
Tem alguém lesado nessa arrumação? Quem? Ora, o lesado foi um possível candidato a uma dessas vagas que tenha desistido de concorrer porque, ao invés de a seleção ser para um contrato de Dedicação Exclusiva, era para 20 horas.
O que resulta disso? Um prejuízo para a UFRN, claro. Há um ano a instituição poderia, caso tivesse realizado concurso para contratação de professores com Dedicação Exclusiva, ter aberto a oportunidade para que mais gente (especialmente aqueles e aquelas interessadas em uma dedicação integral à carreira acadêmica) participasse do concurso. Mais gente concorrendo, você sabe, é melhor qualidade sempre. Nada contra os que agora mudaram de regime de trabalho, mas há uma coisa nessa história que merece melhor explicação. No mínimo, essa situação revela ausência de planejamento na contratação de professores pela instituição.
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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Concurso para professores na UFRN: a Universidade na encruzilhada
Mensagens enviadas para a minha caixa postal dão conta de que teremos novos concursos para professores na UFRN. Uma boa notícia? Mais ou menos. Qual o problema? O problema está no fato de, neste concurso, como em anteriores, alguns departamentos acadêmicos estarem impondo a sua lógica corporativista e disciplinar aos processos seletivos de novos quadros.
Ora, do ponto de vista dos departamentos que praticam esse corporativismo, essa pode ser uma postura defensável: trata-se de garantir, sei lá!, a consolidação de um projeto acadêmico disciplinar (fortalecer um mestrado já existente e, futuramente, criar um doutorado). Mas, para a instituição, para a UFRN como universidade ampla e que se pretende inclusiva tanto social quanto cognitivamente, vale a pena corroborar essa lógica?
E os cursos e programas interdisciplinares que estão sendo criados? A instituição não pode brincar com os projetos de vida das pessoas! Se o que vai prevalecer aqui é a lógica disciplinar, então, não há outra saída: fechemos programas como o de Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA) e suspendamos a criação do novo programa de pós na área de Desenvolvimento Urbano, no CCHLA.
Claro que a responsabilidade sobre essa questão não é exclusiva do CONSEPE. Muitas vezes, nos CONSECS, para não contrariar os interesses corporativistas dos departamentos, se fecha os olhos para essas práticas destrutivas de um projeto verdadeiro de UNIVERSIDADE.
Estamos na encruzilhada na UFRN: ou a interdisciplinaridade é prá valer, e essa lógica valerá também para a constituição dos quadros docentes da instituição, ou, então, é um faz de conta, um meio para se aumentar vagas nos vestibulares. Trata-se de uma discussão que interessa a todos quantos atuam e defendem a instituição.
Ora, do ponto de vista dos departamentos que praticam esse corporativismo, essa pode ser uma postura defensável: trata-se de garantir, sei lá!, a consolidação de um projeto acadêmico disciplinar (fortalecer um mestrado já existente e, futuramente, criar um doutorado). Mas, para a instituição, para a UFRN como universidade ampla e que se pretende inclusiva tanto social quanto cognitivamente, vale a pena corroborar essa lógica?
E os cursos e programas interdisciplinares que estão sendo criados? A instituição não pode brincar com os projetos de vida das pessoas! Se o que vai prevalecer aqui é a lógica disciplinar, então, não há outra saída: fechemos programas como o de Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA) e suspendamos a criação do novo programa de pós na área de Desenvolvimento Urbano, no CCHLA.
Claro que a responsabilidade sobre essa questão não é exclusiva do CONSEPE. Muitas vezes, nos CONSECS, para não contrariar os interesses corporativistas dos departamentos, se fecha os olhos para essas práticas destrutivas de um projeto verdadeiro de UNIVERSIDADE.
Estamos na encruzilhada na UFRN: ou a interdisciplinaridade é prá valer, e essa lógica valerá também para a constituição dos quadros docentes da instituição, ou, então, é um faz de conta, um meio para se aumentar vagas nos vestibulares. Trata-se de uma discussão que interessa a todos quantos atuam e defendem a instituição.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
A NSE e a prostituição
Em artigo publicado na revista Caderno CRH, a professora Gláucia Helena Russo (UERN), expõe, desde uma perspectiva similar àquela assumida pela Nova Sociologia Econômica, o singificado do dinheiro nas relações de prostituição. O artigo de Gláucia é um resumo de sua tese de doutorado, orientada pelo Professor Orlando Miranda no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFRN. Intitulado No labirinto da prostituição: o dinheiro e seus aspectos simbólicos, o artigo pode ser acessado aqui.
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