terça-feira, 18 de agosto de 2009

A pesquisa DATAFOLHA sobre as eleições presidenciais

No domingo passado, o jornal Folha de São Paulo publicou os resultados de uma pesquisa realizada pelo Instituto DATAFOLHA sobre as preferências dos eleitores em relação às candidaturas (mais ou menos) postas para a corrida presidencial. Dado que os números foram largamente publicados, e, a essa altura, é de conhecimento de todos, aproveito para colocar aí abaixo as análises de dois quadros políticos maduros e com certa visão do jogo (goste-se ou não dos dois, reconheça-se, eles têm uma boa capacidade de análise). Refiro-me a César Maia e a José Dirceu.

NOTAS SOBRE A PESQUISA DATAFOLHA PARA PRESIDENTE!*
César Maia

1. A soma das intenções de voto na lista que não inclui Marina Silva foi de 80%. Na lista que incluiu Marina Silva foi de 82%. Serra perdeu um ponto (37 x 36), Dilma ganhou um ponto (16 x 17), Ciro perdeu um ponto (15 x 14) e Heloísa Helena ficou nos mesmos 12%. Marina Silva teve 3% na segunda lista. Ou seja, Marina teve as intenções de voto dos que rejeitam o quadro político atual e preferem não votar.

2. O mais favorecido nessa pesquisa foi o PSOL, pois sua candidata, Heloísa Helena, não sofreu qualquer abalo. Na medida em que a opção dela seja pelo senado em Alagoas, como muitos garantem, o apoio a Marina Silva, e a retirada de Heloísa Helena, passa a ter um valor alto em relação às exigências que o PSOL faça, para apoiá-la, em nível regional para ampliar suas bancadas - federal e estaduais. A pesquisa sugere que o espaço ocupado por Heloísa Helena não se altera com a simples menção ao nome de Marina.

3. A interrupção do crescimento de Dilma é natural, com sua muito menor exposição em função da quimioterapia e, agora, da radioterapia. Isso mostra também que o PT não se mexeu nesse período e que Dilma é candidata de Lula, compulsória e passivamente, apoiada pelo PT.

4. Serra venceria no primeiro turno no Sudeste, em especial em função do Interior do Estado de SP. No Nordeste é onde ele tem o menor nível (29%) e onde seus adversários somam a maior porcentagem: 55%. Só no Nordeste Ciro ocupa o segundo lugar (20%).

* material retirado do Ex-Blog do César Maia

Serra vem caindo. Candidatura atingiu piso e teto.
José Dirceu

Por que a Folha de S.Paulo não fez pesquisa sobre o 2º turno? Ou fez e não publicou? Ou vai publicar, ainda? O habitual, até agora, era a publicação junto com as pesquisas relativas ao 1º turno. Daí as minhas perguntas. Na pesquisa Datafolha publicada pelo jornal (domingo, 16.08), o fato é que juntos os pré-candidatos ministra Dilma Rousseff, deputado Ciro Gomes (PSB-CE) e vereadora Heloisa Helena (PSOL-AL) somam 43% das intenções de votos dos brasileiros, contra 37% de um dos pré-candidatos tucanos, o governador de São Paulo, José Serra. O outro pré-candidato do PSDB é o governador de Minas, Aécio Neves.Somados, três pré-candidatos tem 6% a mais que Serra

O jornal não destaca, mas o tucano Serra vem caindo. E quando Marina Silva, eleita senadora pelo PT do Acre entra, ela tem 3%. Ou seja, as quatro candidaturas - Dilma, Ciro, Heloisa e Marina fazem 46% contra 37% de Serra. A pesquisa demonstra o teto (39%) e o piso (32%) de Serra hoje; o empate entre Ciro, Dilma e Aécio; a persistência do voto de Heloisa Helena, que não deverá ser candidata a presidente; e o teto de Marina, 3%. Esse teto de Marina não tem comparação com as pesquisas que lhe foram apresentadas pelo PV, onde ela aparecia com até 14%. Este percentual, tudo indica, não passa de pura manipulação de dados de pesquisas que até podem ser sérias, mas foram apresentadas com o propósito de promover o seu nome, e divulgadas bem ao estilo de nossa mídia, elevando candidaturas quando estas lhe interessam.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A pós-graduação em Sociologia no Brasil: uma avaliação

Em palestra proferida no Fórum sobre "Política Científica e Ciências Humanas", ocorrido no último pelo Congresso da SBS, o Presidente da CAPES, Profº Jorge Guimarães, apresentou um "estado da arte" da área. Naquela oportunidade, o dirigente afirmou que, comparativamente às outras disciplinas das ciências humanas, a sociologia tem alcançado um status de "ciência madura". Acesse aqui as transparências da referida palestra.

A candidatura da Marina na análise do Alon.

Leia abaixo a análise que o Alon escreveu sobre a provável candidatura da ex-ministra Marina Silva à Presidência da República.

Para fora do cercadinho*
Alon Feuerwerker

É preciso saber o que deseja Marina. Ela quer usar a eleição para fazer propaganda de teses? Ou pretende construir uma alternativa de poder? Se for a segunda opção, a senadora do Acre precisará dar um jeito de achar seu caminho para sair do cercadinho.

A eventual candidatura de Marina Silva à Presidência pelo PV vai enfrentar de cara uma dificuldade programática: como tirar o discurso e a militância ambientais do cercadinho, do microcosmo de fiéis falando a si mesmos, prevendo o apocalipse e condenando ao fogo eterno os céticos. A então ministra tentou fazer essa ampliação de horizontes no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Os resultados foram limitados. O termo era “transversalidade”, a tentativa de introduzir a pauta verde no universo mais amplo das ações governamentais.

Não funcionou a contento, por razões várias. Uma delas, que talvez sintetize as demais: a agenda ambiental no Brasil construiu-se nos últimos tempos como uma federação de vetos. Para toda iniciativa de desenvolvimento, haverá pelo menos uma organização não governamental a afirmar, sem dúvida nenhuma, que aquilo constitui gravíssima ameaça ao meio ambiente. E que portanto não é o caso de fazer. Assim se passa com as hidrelétricas na Amazônia, com a termoeletricidade de origem nuclear, com as hidrovias, com as sementes geneticamente modificadas, etc.

Conversa difícil de emplacar num país cujos maiores desafios são acelerar o desenvolvimento e ocupar efetivamente o território. Dá para fazer isso respeitando 100% a sustentabilidade? É possível (provável) que sim. Só que até agora ninguém disse como. No debate sobre a energia, por exemplo, acena-se com as ditas alternativas, como as provenientes da luz solar e dos ventos. Mas será realista falar em desenvolver o Brasil no ritmo desejado (e necessário) renunciando às demais fontes energéticas?

Outro capítulo é o aquecimento global. Se o fenômeno for mesmo consequência do excesso de civilização, é razoável que a conta seja transferida principalmente a quem já alcançou o patamar superior no quesito. Uma tese bastante difundida diz que o planeta não suportará se o padrão de consumo (emissão de carbono) dos Estados Unidos e da Europa for estendido ao conjunto da humanidade. Tudo bem, mas o que fazer? Reduzir principalmente a emissão dos ricos ou distribuir o sacrifício também pelos pobres, já que em teoria estes serão os maiores prejudicados se nada for feito?

Junto com o Brasil, a China vem recebendo muitas críticas por resistir a metas de emissão de gases causadores do efeito estufa. A posição dos líderes políticos chineses deve ser analisada à luz de um fato. Nenhum governo ali fica na sela se não propiciar um crescimento econômico, sustentado, em torno de 10% ao ano. A necessidade política está também na base das posições dos governos na Europa e nos Estados Unidos, confrontados com uma opinião pública cada vez mais preocupada com a defesa dos ecossistemas.Trata-se, assim, de uma disputa de poder. E há o risco de a agenda verde radical ser recebida como antinacional nos países do mundo subdesenvolvido. Mais ainda nos Brics, nações que finalmente ameaçam romper a hegemonia do Primeiro Mundo. Não é um xadrez fácil de jogar. É um jogo perigoso, que embute riscos a serem bem explorados em períodos eleitorais.

Se Marina Silva sair mesmo do PT e virar candidata a presidente (ou será presidenta?) pelo PV, e se ela mostrar viabilidade eleitoral, não terá como avançar sem enfrentar esse debate com algum grau de pragmatismo. É preciso saber o que deseja Marina. Ela quer usar a eleição para fazer propaganda de teses? Ou pretende construir uma alternativa de poder, ainda que estrategicamente?

Se for a segunda opção, a senadora do Acre precisará dar um jeito de achar seu caminho para sair do cercadinho.

Questão de lógica

Não havia mesmo como o senador Paulo Duque (PMDB-RJ) aceitar a abertura de processo contra o líder do PSDB depois de mandar arquivar as ações contra o presidente do Senado. Iria para o currículo de José Sarney como um ato de violência política. E Sarney, convenhamos, não está em situação de agregar mais dores de cabeça ao currículo. Resta saber se o arquivamento foi ou não peça de um acordo para empurrar sob o tapete os malfeitos que infernizam a vida do Senado nos últimos meses. A posição do PT no Conselho de Ética vai desfazer o mistério e revelar se a chantagem deu certo.

* Coluna (Nas entrelinhas) publicada hoje no Correio Braziliense.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Comportamento eleitoral

Transcrevo abaixo interessante análise a respeito da construção do voto na era pós-televisão. O artigo foi publicado na edição de hoje do Ex-Blog do César Maia. Vale a pena conferir!

ILUSÃO DE INTIMIDADE!
Resumo da coluna de sábado (08), de Cesar Maia na Folha de SP

Desde 1992, que Glorinha Beuttenmüller dizia que a TV produzia uma intimidade entre expectador e “ator”, incluindo os políticos. E estes, no contato pessoal, deveriam retribuir esta intimidade, tirando o melhor proveito da TV. O impacto da TV na política tem diminuído nos últimos 5 anos: são menos TVs ligadas, o ato de zapear, a troca com a internet, a sensação de uma novela vista várias vezes. O uso crescente da internet na política é causa, mas também efeito.2. Vamos retornar ao auge da TV na política comparando com os dias de hoje. Para se entender melhor, destaco um clássico dessa época: "The Reasoning Voter" (1991), de Samuel Popkin. Popkin diz que o eleitor usa atalhos para obter informações e assim, decidir seu voto. A questão dos “atalhos” de Popkin ajuda a entender melhor a formação de voto, sem se abusar, como hoje, da emoção como método.3. Para Popkin, o crescimento da audiência dos noticiários da TV, produziu uma guinada em direção a política centrada no candidato. Esse jornalismo político mostrou-se mais nacional e mais individualizador. As questões regionais foram perdendo força. A intensidade maior é na pessoa do Presidente. Os eleitores relacionam a maior parte dos fatos, ao próprio Presidente. E a TV ressalta o Presidente como um político sempre em eleição.4. Os candidatos ao Congresso, quanto mais dinheiro gastam em mídia, mais os fatores pessoais predominam sobre os fatores partidários. As considerações políticas são pano de fundo sob o qual se desenrolam as questões pessoais. O noticiário televisivo reforça, e retrata a política como conflitos entre pessoas e não entre idéias. Os debates na TV tornaram-se uma espécie de seriado. Popkin conclui afirmando: a TV cria uma “Ilusão de Intimidade”.5. Desse ponto voltemos à percepção recente que a TV perdeu impacto sobre a política. É verdade. Mas não pela comunicação em si, e sim pelas novas interferências. O texto de Popkin continua atual. Mas hoje o impacto da TV na política, tem interferências de outros meios, (multiplicação, interação). A mesma TV só produzirá o mesmo impacto, se usar bem estas interações. Alexandre Abdo (MAIS-Folha de SP, 25/07) ajuda a entender este novo quadro.

RN: o que dizem as pesquisas eleitorais não divulgadas

Pesquisas e mais pesquisas estão sendo feitas no Rio Grande do Norte. A sucessão estadual está deixando alguns dos políticos potiguares à beira de um ataque de nervos. Até um certo "grande nome" da pesquisa eleitoral nacional (que assessorou campanhas como de FHC, para presidente em 1994, e a deJosé Serra, também para o mesmo cargo, em 2002) foi convidado para prospectar as vontades da gente que habita a esquina do Brasil. Tratou-se de uma pesquisa quali-quanti, aplicada em todo o território potiguar e que custou a bagatela de 250 mil reais. Os resultados, embora os contrantes os escondam como se fossem a fórmula do elixir da longa vida, são agora um segredo de polichinelo. Tanto que uma figura bem postada no universo da pesquisa eleitoral local me passou, ontem, alguns dados do referido levantamento. Repasso para vocês e adiciono mais informações, oriundas de outras pesquisas. Estas últimas são exclusivamente quantitativas e foram desenvolvidas por institutos locais.

1. Lula transfere votos para Dilma
Para desespero dos contratantes da pesquisa desenvolvida pelo figuraço nacional, o eleitorado potiguar parece disposto a seguir a indicação de Lula no voto para presidente. Para presidente, saliente-se. Isso significa que a candidatura da ministra Dilma Roussef tem, em terras potiguares, uma grande possibilidade de crescimento. Essa mesma transferência não ocorre para as disputas para o Senado e para o Governo do Estado. Para esses cargos, para os quais são lembrados nomes bem conhecidos dos eleitorais locais, as referências são outras e os elementos que embasam as escolhas também. Em resumo: se o apoio de Lula é vital para Dilma, não o é para os candidatos ao senado e ao governo estadual.

2. Vilma está colada em Lula. Para o bem e para o mal.
Nem todos os que avaliam positivamente o Governo Lula pretendem votar em Vilma, mas todos que pretendem votar em Vilma avaliam bem o Governo Lula. A lição desse "achado" é um só: para crescer (e o campo é vasto, já que a parcela da população que avalia positivamente o Lula é majoritária), Vilma precisa se identificar, colar-se mesmo, ao Lula.

3. Rosalba está disparada na frente na disputa pelo Governo do RN
Como era de se esperar, todas as pesquisas eleitorais, neste momento, apontam uma grande preferência pela Senadora Rosalba Ciarline, do ex-PFL, para o Governo do Estado. A disputa fica enrolada mesma em relação ao segundo lugar. Em Natal, Carlos Eduardo (PDT) está em segundo, mas, quando se totalizam as preferências de todo o estado, o deputado Robinson Faria (PMN) conquista essa posição.

4. Micarla está descendo a ladeira e a culpa é da saúde (ou da falta de política para)
A popularidade da Prefeita de Natal, Micarla de Sousa (PV), está despencando ladeira abaixo. O ítem mais negativamente avaliado de sua gestão pela população é a saúde (ou falta de política para). Nos dois primeiros meses de gestão, a Prefeita fez do acerto de contas com a gestão passada na área da saúde o seu cavalo de batalha. A jogada de marketing deu certo, durante um tempo. A paciência do distinto público tem limites e nem todo encantador de serpentes se dá bem o tempo todo, já dizem os mais velhos. A tradução dessa velha lição para os marqueteiros políticos locais (especialmente os que assessoram a nossa prefeita) é: as pessoas não querem ouvir mais falar de mazelas herdadas; querem ação. E é exatamente ação na área da saúde que elas avaliam que está faltando na administração da borboletinha. Isso não quer dizer que a nossa verde prefeita esteja condenada ao mármore do inferno da popularidade. Nada disso! A Zona Norte é o seu bastião. Lá, o apoio a Micarla é ainda muito forte. Quem está abandonando o barco com mais rapidez é a classe média e a população da zona sul.

5. Quanto mais apanha, mais Carlos Eduardo cresce
O ex-prefeito Carlos Eduardo deveria pagar alguma coisa aos vereadores que insistem em trombetear contra a sua administração na Câmara Municipal, pois, segundo as pesquisa qualitativas, o eleitorado natalense não gosta de vê-lo levando bordoadas. As pessoas acham injustos os ataques desferidos contra ele e sua gestão. Assim sendo, o ataque ao agora pedetista é um daqueles casos em que o tiro pode sair pela culatra.

6. Garibaldi é o preferido dos que desaprovam o Governo Lula
Nem todo eleitor de Garibaldi desaprova o Governo Lula, mas todos que desaprovam o Governo Lula vêem com bons olhos o ex-governador e atual Senador do PMDB.

7. José Agripino tem uma avaliação descolada da sua oposição radical ao Governo Lula
Ao contrário de Garibaldi, o Senador José Agripino (DEM) transita bem entre os que gostam e entre os que detestam o Governo Lula. Essa informação, aparentemente desconcertante, parece-me ter uma explicação razoável: José Agripino, avaliam os eleitores, é um bom senador. E ponto. E isso significa o quê? Ora, que as pessoas tendem a votar nele mesmo sem concordar com todas as sua posições. Ele é adversário fidagal do Lula, certo? Ok, os apoiadores de Lula sabem disso, mas, parece, desconsideram um pouco essa postura do ex-pefelista, e levam em conta, nas suas escolhas, o conjunto da obra (a sua atuação parlamentar).

É isso. Nada mais me foi dito, embora eu tenha perguntado muito mais.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

César Maia, quem diria, minimiza a candidatura de Marina

Tenho alguns amigos petistas que gostam de ver uma conspiração da direita por trás de cada movimentação política. Assim, nesses dias, tenho ouvido poucas e boas a respeito da possível candidatura da ex-ministra Marina Silva, alguém até ontem elogiada por esses mesmos interlocutores. "Trata-se de um bom jogo da direita", dizem-me alguns. Acho, e isso é um lugar comum, que é reducionismo de mais pensar assim. "O mundo é mais complexo", já dizia, há alguns anos, uma menina em uma propaganda do McDonalds.

Bueno, pois não é que o César Maia (e não me venham dizer que ele não representa alguma coisa dessa fatia meio fugidia da política brasileira que é a direita!), em seu Ex-Blog, aponta argumentos que mais servem para consolar do que para desesperar os petistas! Que maravilha, não? Confira abaixo!

MARINA: CRISTOVAM BUARQUE OU HELOÍSA HELENA?

O senador Cristovam Buarque saiu do PT e se lançou pelo PDT candidato a presidente. Fixou-se monotematicamente na educação e terminou com 2,6% dos votos. Heloísa Helena iniciou a campanha com sucesso e chegou a passar a barreira dos 15%. Abriu seu discurso a vários temas. Depois foi minguando e terminou com 6,85%. Pouco tempo de TV. Cristovam teve um tempo de TV razoável pelo PDT. Marina tende a ser monotemática-ambiental e teria pouco tempo de TV. Enfrentaria seu partido de 30 anos? Refundaria o PV, como afirmou (Valor, 11/08) e manteria seu mandato pelo Acre? Apenas marcaria posição como candidata?